cigarro eletrônico

Problemas do cigarro eletrônico

Nos últimos 12 anos, o número de fumantes no Brasil caiu 40%: um resultado que demonstra o empenho positivo das campanhas contra o tabagismo. Afinal, ao que parece, mais pessoas têm deixado o vício de lado. No entanto, algumas, para se verem livres dele, recorrem ao cigarro eletrônico — que também traz problemas. Inclusive, Agência de Vigilância Sanitária (ANVISA) proibiu a venda desse dispositivo por aqui. O motivo? Esse artefato pode estar relacionado à morte de, pelo menos, sete pessoas nos EUA. Por isso, mais de 700 anúncios sobre o produto foram retirados da internet no Brasil. Por essa razão, a regulamentação do cigarro eletrônico está em discussão e isso tem atraído a atenção da classe médica. Afinal de contas, mesmo com a proibição e a baixa no número de fumantes, o consumo desse produto tem crescido significativamente por aqui. Nesse sentido, e a fim de alertar a todos, este artigo traz os problemas relacionados a esse item. Quer ficar por dentro? Então vamos lá!

O que é o cigarro eletrônico?

Trata-se de um dispositivo eletrônico que imita, na forma e na função, o cigarro convencional. Por conta das semelhanças, o aparelho é dividido em três partes: bateria, filtro (cartucho) e elemento eletrônico. Há, ainda, marcas que disponibilizam o equipamento com uma luz na ponta, justamente para simular a brasa queimando enquanto o indivíduo puxa a fumaça. Alguns fabricantes garantem que ele é usado para reduzir o vício das pessoas, já que muitas delas fumam por hábito e não por dependência, propriamente dita, segundo eles. Há os que afirmam que cigarros eletrônicos são usados para recreação, ou seja, a quantidade de nicotina empregada no cartucho desses é menor, por isso, não contêm a quantidade necessária para viciar alguém. Olhando assim, é possível perceber que, nesse tipo de indústria, não há padrão de fabricação. Logo, é muito complicado saber exatamente a quantidade de nicotina dos cartuchos. Por isso, os empresários do ramo precisam de justificativas mais consistentes, que garantam a neutralidade do produto.

Como o cigarro eletrônico é utilizado?

O funcionamento dele é relativamente simples, porque não é diferente do cigarro comum. Depois de montá-lo, o indivíduo puxa o ar por meio do cartucho e esse comportamento faz com que o atomizador ou nebulizador ativado. Depois disso, o nebulizador retira a água do cartucho e a transforma em vapor, que é inalado. A fumaça que sai, geralmente, não tem aroma algum — a não ser que o fumante acrescente essências. Após o uso do equipamento, ele deve ser recarregado. Por isso, eles são construídos com conectores USB, assim podem ser recarregados em computadores, por exemplo.

Como isso prejudica a sua saúde?

Como vimos, mesmo que seja em pouca quantidade — segundo os fabricantes —, esses aparelhos contêm nicotina. Portanto, esse é um dos problemas, já que essa substância pode gerar dependência. Além disso, os líquidos que se transformam em vapor, dando origem à fumaça, podem ser tóxicos, principalmente por conta da variedade existente no mercado. Inclusive, os fumantes tendem a ficar vulneráveis a doenças inerentes ao uso dele, assim, eles podem ter câncer, asma, problemas pulmonares e respiratórios, além de infarto agudo do miocárdio. No entanto, o mais assustador é o surgimento em alguns pacientes de uma síndrome de estresse respiratório agudo, até nesse momento de surgimento imprevisível, que em poucos dias leva a insuficiência respiratória com necessidade de intubação e as vezes morte. Muita gente, por querer se livrar do tabagismo, encontra no cigarro eletrônico a possibilidade de sucesso nesse processo de transição. Entretanto, é fundamental avaliar os prós e contras, a fim de evitar problemas posteriores. Nesse caso, se você deseja parar de fumar, busque a ajuda de um especialista. Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do nosso trabalho em cirurgia torácica em Belo Horizonte!

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