câncer de pulmão

Não fumantes podem ter câncer de pulmão?

Apesar do cigarro ser apontado como o maior responsável por 90% dos casos de câncer de pulmão, tem crescido significativamente nos últimos anos o número de pessoas que, apesar de nunca terem fumado, desenvolverem a doença.

Nos Estados Unidos, esse grupo correspondia de 5% a 8% do total de casos de tumor no pulmão nos anos 90. Hoje, esse percentual chega a 20%.

É verdade que o risco dos não fumantes desenvolverem a doença é significativamente menor em relação aos fumantes, porém, o tumor pode demorar mais tempo para apresentar os sintomas.

Quais os fatores de risco para o câncer de pulmão?

Existem alguns fatores de risco para não fumantes que convivem com fumantes, reconhecidos pela ciência, como o fumo passivo, que é a inalação da fumaça de derivados do tabaco, tais como cigarro, cigarrilhas, charuto, cachimbo, entre outros produtores de fumaça. A poluição ambiental também é um fator de risco.

A exposição a agentes cancerígenos, como a fumaça originada pela queima do diesel e mutações genéticas naturais, também são responsáveis pelo surgimento do câncer de pulmão em pessoas que nunca botaram um cigarro na boca.

Porém, vale ressaltar que o fumo passivo amplia entre 20 e 30% a possibilidade de uma pessoa não fumante adquirir a doença, e é responsável por cerca de 430 mil mortes por ano no mundo inteiro.

Existe diferença entre os tumores de não fumantes e fumantes?

Sim. Apesar de serem tratados de forma parecida, o câncer de pulmão em pessoas que nunca fumaram é diferente do tipo que ataca os fumantes.

O primeiro, na grande maioria das vezes, é do tipo adenocarcinoma. Esse tipo de câncer ataca as células glandulares dos pulmões, sendo responsável por aproximadamente 30% dos casos. O segundo é do tipo carcinoma de células escamosas.

Nesse último caso, o câncer evolui em direção às vias aéreas, o que resulta em sintomas imediatos como tosse seca ou tosse com sangue.

Já com relação ao adenocarcinoma, que é mais comum em pessoas não fumantes, ele evolui nas áreas exteriores do pulmão. Além disso, não manifesta nenhum tipo de sintoma até que esteja em um estágio bastante avançado.

Esse fato representa um perigo maior para esse grupo de pessoas, que acaba levando um tempo maior para procurar uma avaliação médica. Em contrapartida, os não fumantes respondem melhor ao tratamento com quimioterapia e apresentam uma taxa mais elevada de cura em comparação com os fumantes ou ex-fumantes.

O câncer de pulmão

O tumor de pulmão é o mais comum entre todos os tipos malignos, tendo um alto índice de letalidade. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), é estimado que surjam mais de 30 mil novos casos da doença no Brasil em 2021, e esse número tende a se repetir também em 2022.

Vale ressaltar que o diagnóstico precoce é primordial para potencializar as chances de cura do câncer de pulmão. Por esse motivo, é de suma importância interromper o quanto antes o consumo de tabaco e seus derivados.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do nosso trabalho em cirurgia torácica em Belo Horizonte!

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